Hoepcke Imóveis – Setembro 2016

Depois de fotografar para a Formacco no início da minha fotografia, surgiu o novo desafio de renovar algumas imagens para o novo site da Hoepcke imóveis. Para a realização deste trabalho, foram investidas algumas horas em cada locação afim de estudar o posicionamento da luz para proporcionar uma melhor imagem, além do tratamento de imagens da Paradesign realizado pelo Felipe Cunha.

Confira uma prévia do material, previsão do novo site é para Novembro de 2016.

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http://www.gabrielvanini.com

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Still Life

Viajar é bom, e voltar pra casa também. Depois da trip para os Estados Unidos, chegou a hora de botar o olho na câmera e voltar aos trabalhos para recuperar a grana muito bem investida.  Surgiu um trabalho bacana para fotografar bolsas,  sapatos e acessórios, algo que sempre me traz à tona o pensamento sobre a necessidade de ter ou não um estúdio, pois por enquanto, existe toda uma logística de verificar disponibilidade, acertar valor e levar todo o material para fotografar lá. Ter um estúdio é uma decisão que precisa ser muito bem pensada e vista financeiramente no papel. Mas vontades de ter um estúdio em 2014,não faltam.

O trabalho me proporcionou um exercício bacana de pós produção, já que finalmente resolvi investir tempo no photoshop, estou até fazendo algumas aulas, mas o mais importante é praticar.  Foi dois dias de muito quebra cabeça fotográfico, e ao fim do dia e do texto, definitivamente existe o desejo de ter um lugar só para você, e poder trabalhar com as possibilidades da luz sem ter que ter a pressa que um job muitas vezes necessita. Procurei focar na qualidade da luz no produto, e esquecer o fundo para o tratamento de imagem posteriormente. O resultado ficou bacana e tem muito a melhorar, fiz umas fotos do processo pra mostrar como foi. Até !

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Florianópolis US 66

 

 

Depois de 60 dias chega o objetivo da viagem até os Estados Unidos.

Uma viagem de moto por 10 dias em um lugar especial nesse planeta.

Na verdade, estou dirigindo o carro de apoio (lágrimas). Levo no porta malas cerca de 40 malas do pessoal, mais uma harley883 (mais lágrimas) que fica como moto reserva caso algo de errado com alguma das motos. A propósito, são 10 motos, 10 casais, e eu na caranga ! Um belo grupo !

O deserto do este americano é um lugar sem palavras.  A natureza aqui fala mais alto.

Apesar de ser tranquilo, o passeio é correria. No aspecto fotográfico, estava certo que conseguiria montar um tripé rapidinho e usar o flash para fazer umas fotos bacanas. Esquece. O que tenho conseguido é fotografar do carro e nas paradas, e em alguns momentos quando rola de ir na frente e caçar um enquadramento rápido para fotografar todo o pessoal na estrada. Muita experiência para absorver no mundo de fotografia de aventura !

 

Fico devendo um relato de todo o passeio. Amanhã é o último dia rumo a Las Vegas.

Compartilho alguns momentos feitos com a câmera do celular. 
Somos apenas grãos de areia nesse universo fantástico. Viva intensamente o agora.

Ultreya !

 

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Rima Fina no Palácio Cruz e Sousa.

Desejando um próspero ano de 2013, venho escrever o primeiro post do ano depois de uma experiência única qual tive o prazer de fotografar. O rapper Vando e eu já trabalhamos juntos antes, fazendo algumas fotos de perfil e para a capa do seu novo single, mas dessa vez, a missão era acompanhar o videomaker Thiago Soares, que está gravando o vídeo clipe. A locação da produção é um capítulo à parte, o atual Museu Cruz e Sousa é um dos edifícios mais antigos e importantes da nossa querida Vila de Desterro. Arquitetura Portuguesa, gesso, mármore, vitrais e a grandiosidade neoclássica são características marcantes nesse edifício. Não é incomum encontrar pessoas que por alguma razão, nunca o visitaram.

Durante a gravação, não pude perder a oportunidade de fotografar alguns cômodos. Aproveitei a luz disponível do ambiente, já fim de dia, o que traz um contraste ainda mais dramático para as imagens. A luz de toda a área central vem de uma grande cúpula em vidro no teto que ilumina todo o ambiente de uma maneira agradável.

Compartilho algumas fotos deste lugar que vale a pena conhecer. Agende uma visita !

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Assistências Fotográficas

Com a chegada do final do ano resolvi fazer uma retrospectiva fotográfica dos trabalhos que acompanhei em 2012.  Hoje pra mim é mais claro enxergar que a fotografia é uma profissão de carreira, ou seja,  constrói-se ao longo do amadurecimento, além disso, mesmo imersos em meio profissional rápido e substituível, é notável que as relações profissionais fotográficas continuam como sempre caminhou a humanidade, a base da indicação, integridade, ética,  além de bom relacionamento com as pessoas.

Com isso em mente, pensei em acompanhar o máximo de profissionais possíveis, afim de observar como trabalham e o que espera-se desses profissionais no mercado de trabalho. O primeiro contato que tive com essa experiência foi em 2010 com o Michel Téo Sin, fruto de uma entrevista oportuna onde batemos um papo fotográfico, onde  passei a acompanhar o fotógrafo de idéias.  Não existia pessoa melhor no mundo para ajudar um entusiasta a fotografia a resolver seus conflitos existenciais básicos no início dessa carreira. Com questionamentos contundentes, técnica apurada, domínio total do conhecimento, e com uma disciplina louvável digna dos orientais, me ajudou muito a descobrir aspectos básicos de ética, profissionalismo e prosperidade fotográfica, que fariam muitos desistirem da verdadeira vontade de ser fotógrafo !

A vontade de trabalhar com outras pessoas fez surgir oportunidades,  e já com idéias mais claras do ‘afunilamento de segmentos’ as assistências encaminharam-se para acompanhar os sets dos fotógrafos de moda. Realizei trabalhos com o Walmor de Oliveira, Frank Silveira, Diogo Pedro, Ge Prado, Pedro Caetano, Denny Sach, o Fabrício Sousa em casamento e o André Motta na cultura, entre outros, e desde o início do ano tenho acompanhado o Gilson de Rezende na moda, em outra fase de amadurecimento profissional, em que ele tem contribuído muito em uma evolução existencial com ênfase na ética, na calma, nas energias que nos cercam,  no relacionamento com as pessoas e na ansiedade em relação a expectativas  e prosperidade.

Durante a retrospectiva,  entendi que deve-se tirar o melhor de cada um, observando todos os aspectos possíveis, desde de domínio de set, relação com os clientes e equipe, pós produção, técnica, domínio de luz, improviso e não menos importante, a arte fotográfica. Briefings a parte, a ‘dança da composição’ fotográfica sempre acontece durante um trabalho, e são esses pequenos detalhes e características que  formam a personalidade de cada profissional,  é preciso atenção para identificar essas peculiaridades pessoais afim de absorver  lições para si, e para posterioridade fotográfica.

Humildade é fator essencial neste processo. Agradeço muito as oportunidades que todos esses profissionais me proporcionaram, sem dúvida aprendi muito além da fotografia,  mas sim lições de vida quais vou levar pra sempre na minha carreira e na minha vida pessoal, até porque, para um autônomo, é tudo uma coisa só.

Você quer ser um assistente fotográfico ? Encontre um profissional qual admira e entre em contato com ele. Não desista se não for bem sucedido de primeira, a construção de um relacionamento de assistente e fotógrafo não é nada mais que uma contrução de relação de amizade. Bom trabalho !

André Motta
Franklin Silveira
Walmor de Oliveira
Gilson de Rezende
Michel Téo Sin
Diogo Pedro
Fabrício Sousa
Pedro Caetano
Ge Prado

Obrigado à todos os profissionais !

Sazonalidade Fotográfica

Uma vida profissional fotográfica autônoma apresenta muitos desafios no início de carreira. Ser seu próprio chefe necessita uma boa dose de disciplina, o que pessoalmente dá trabalho. É algo inicialmente complexo, mas torna-se habitual conforme ritmo de cada um (assim se espera). Em outras palavras, um fotógrafo, por não ter um trabalho fixo, teoricamente vive desempregado, mas ao mesmo tempo, seu trabalho nunca acaba, pois sempre há coisas por fazer nos diversos campos de atuação no âmbito fotográfico.

Assim como no Turismo, a sazonalidade fotográfica preocupa muitos profissionais em relação a prosperidade. A instabilidade no cotidiano, o buraco entre um trabalho e outro, ou mesmo um longo período sem luz, câmeras e ação, traz uma sensação de insegurança.Muitas vezes, uma reprovação antecipada, o que torna-se prejudicial se não contornada.

Eu é claro que vivo isso. Terminei minha graduação em Turismo no final de 2011, e desde o início do ano estou integralmente desenvolvendo minhas competências fotográficas. Realizei várias assistências fotográficas, o que me permitiram uma experiência parcial do que é o mercado de trabalho. Por acreditar e ouvir que a fotografia não trata-se de uma profissão, e sim de uma carreira, logo concluo que meus dez meses dedicados a minha imagem profissional não seriam suficientes para preencher minha agenda com trabalhos.

Digo isso, porque semana passada, por exemplo, eu não fiz absolutamente, nada, zero, nulo produção, agenda livre. E agora ? No início da semana, fiz uma reflexão interna sobre essas entrelinhas que citei acima, e ao longo da semana, botei a cabeça para funcionar e lembrei daquela história que o fotógrafo é o único desempregado que está cheio de coisas pra fazer. Sendo assim, cheguei a alguns tópicos oportunos para por em prática nesses períodos sombrios.

Fotograficamente falando : O que fazer quando não tem nada pra fazer ?!
Aí vão algumas sugestões :

1. Organizar espaço no HD

Vamos começar pelo início. Algo que deve-se fazer com periodicidade é a organização de pastas, arquivos e espaço tanto no computador quanto nos HD externos. Lembrando que quanto maior a constância dessa ‘faxina’, menos trabalho se terá ao fazer uma, pois não haverá acúmulo de material. De uma forma bem básica, separo meu material entre ‘pessoal’ e ‘trabalho’, e notei também que a cada semestre existe a demanda de um novo HD externo, então tenho separado a cronologia do tempo por semestres.

Durante esse processo, já é oportuno conferir se todo o material tem backup respectivo no HD externo, permitindo que os arquivos sejam deletados do HD interno do computador, liberando espaço importante para novos trabalhos e principalmente para a velocidade de processamento das máquinas.

2. Organizar o portfólio

É muita imagem! Pra mim fotos, assim como bons vinhos, tomam corpo e adquirem credibilidade conforme o tempo. Nesses momentos de inércia e total descriatividade fotográfica, olho pra trás, e vejo as coisas bacanas que já criei para me auto-relevar, e geralmente funciona, rs. Dando continuidade, chega-se o momento de separar aquele material que você julga ser especial pra você, aquelas imagens que representam sua linguagem e forma de comunicação, e não é uma tarefa fácil. Mas praticar este olhar é fundamental, tal como olhar a fotografia como se não fosse sua. Agilizar essa pré seleção pode ser muito importante, pois ocasionalmente terá a oportunidade de fazer uma leitura de portfólio com um curador, alguém com conhecimento suficiente para lhe esclarecer o que e quem você é fotograficamente falando. É bom ter tudo separado, acompanhando o fluxo de produção de imagens, digo isso pois selecionar seu próprio material ‘com pressa’ torna-se uma atividade impraticável, além de provavelmente incompleta.

3. Informar-se sobre concursos fotográficos.

Recebo em minha caixa de emails alguns informativos de portais fotográficos, como por exemplo o boletim da Confederação Brasileira de Fotografia. Lá por exemplo, é um prato cheio pra quem é entusiasta da fotografia autoral, pois apresentam-se uma quantidade quase que infinita de concursos fotográficos, das mais variadas origens. Editais, concursos municipais, estaduais, nacionais, institucionais, corporativos, campeonatos, encontros e exposições são só um exemplo da infinidade de propósitos que nossas imagens podem contribuir. Dá trabalho, geralmente a burocracia destes concursos exigem uma iniciativa do proponente (inscrição, revelação, envio, etc) mas vale a pena. Muitos tem prêmios em dinheiro, e acredito que quando se compreende o fluxo da ´coisa´, tende a ficar mais fácil. Em 2013, quero separar um parcela de dedicação para a construção da minha imagem como fotógrafo autoral e apresentar meus projetos ao mundo ! (rs)

4. Procurar especializações e cursos

Somos eternos acomodados. Enquanto estava corrigindo meu trabalho de conclusão de curso em Turismo, fui contaminado por uma sensação de descontinuidade acadêmica, em outras palavras, tô me sentindo burro ! Tudo bem, que sou incentivado a acreditar que o maior aprendizado é adquirido durante minhas assistências, o que é bem verdade. O andamento do set durante o trabalho promove uma percepção única o que é realmente ‘ser’ fotógrafo e todas as responsabilidades que se confiam nele.Contudo, sinto falta de uma base fotográfica, pois muito do que aprendi foi com os fotógrafos que acompanhei, a outra parte é pura intuição e a mundialmente conhecida transpiração. Ultimamente tenho me sentido um pouco inseguro em relação a técnica, e uma das formas de suprir essa lacuna é dar continuidade no processo de aprendizado. Não faria uma faculdade hoje, pois o tempo necessário para essa atividade eliminaria grande parte da disponibidade para novos trabalhos, agora não dá. Por outro lado, precisa-se encontrar outras alternativas para dar continuidade ao conhecimento. Estudar. Cursos de curta duração, intensivos, palestras e afins são uma forma de investir em si e aprimorar sua imagem como profissional. São Paulo, New York, Milano, Floripa ou Internet, tanto faz o destino, desde que a busca pelo conhecimento nunca termine.

5. Fotografar !

Pode parecer esquisito, mas sim, sair lá fora para fotografar pode ser uma alternativa produtiva para o ócio temporário. Há algumas semanas atrás tive o privilégio de ouvir o fotógrafo Fábio Cabral falar sobre sua carreira, e entre outras coisas, mencionou algo que pra mim é difícil de entender ”Só fotografo se me se for trabalho, se pagarem, vocês não me verão com uma câmera no pescoço fotografando espontaneamente…” É claro, o Fábio já atingiu uma maturidade profissional exemplar, diga-se de passagem muito próspera, então, ele permite-se esse tipo de ausência…enfim. Já quem, assim como eu, está começando, deveria ter em mente que quaisquer saída fotográfica beneficia sua linguagem, técnica,etc. Pessoalmente tenho me sentido frustrado por não conseguir colocar em prática algumas idéias já rasuradas em muitos, muitos papéis. O mais importante é que o entusiasmo fotográfico esteja vivo, que as idéias aflorem e tornem-se vivas, para que você não fotografe exclusivamente por trabalho, mas também pelo simples ato de fotografar.

Já temos aí, algumas maneiras de preencher o tempo livre fotográfico.
E você, o que faz quando não tem trabalho ? Sugestões são sempre bem vindas !
Vou lá, que agora vou trabalhar, até porque, ação atrai produtividade ! Manda ver e good vibes !

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Eu ´fazendo nada´ em San Diego, em mais um local que faz parte de um projeto pessoal chamado ´O Turista´